O embaixador de Cabo Verde no Brasil, José Pedro Chantre de Oliveira, esteve nesta segunda-feira (23) na Assembleia Legislativa (Ales) para receber a Comenda Domingos Martins, a mais alta honraria da Casa, em nome do primeiro-ministro daquele país, Ulisses Correia e Silva.
Ele contou que estava tudo certo para a vinda do primeiro-ministro, mas um problema político de última hora inviabilizou a viagem. O representante diplomático disse estar muito honrado com a homenagem. Também citou algumas características do país e os laços que o ligam ao Brasil.
“Somos um arquipélago de dez ilhas, estamos a uma hora da costa africana e a três horas e meia da costa nordestina do Brasil. É uma posição geoestratégica importante, inclusive, para a descoberta do Brasil. Pedro Álvares de Cabral teve que parar na Ilha de São Nicolau para poder renovar as água, as comidas e recarregar as baterias eólicas do tempo, pois o barco era à vela, e ir para a Bahia, onde chegou no ano de 1.500”, lembrou.
Chantre de Oliveira ressaltou que já esteve no Espírito Santo antes e que experimentou a famosa moqueca capixaba. “Gostei muito. O nosso cônsul honorário aqui diz sempre que ‘moqueca é capixaba, o resto é peixada’. É realmente muito saborosa”, afirmou.
A comenda é uma homenagem da deputada Janete de Sá (PSB), que falou um pouco da aproximação entre Cabo Verde e o Espírito Santo. “Nos sentimos honrados com a presença do embaixador, que veio representando o primeiro-ministro. É uma oportunidade de conhecer melhor Cabo Verde e traçar laços comerciais. (…) Conversamos com eles da dificuldade que eles possuem na produção de alimentos, pois é um país que não chove e temos uma grande produção de alimentos da agricultura familiar. (…) Com essa visita abre-se um leque para podermos fazer acordos comerciais”, destacou.
Fonte: POLÍTICA ES





































