A maior revolta contra a escravidão em solo capixaba, a Insurreição do Queimado, ocorrida no município da Serra, em 1849, completa 176 anos nesta quarta-feira (19). O assunto foi lembrado por deputados durante a sessão ordinária, como Fábio Duarte (Rede), que aproveitou a ocasião para homenagear o movimento por meio de um projeto de lei (PL).
O parlamentar falou sobre o teor do PL 159/2025, que cria o Circuito Histórico, Religioso, Turístico e Gastronômico de São José do Queimado, considerando-o como de relevante importância para do Espírito Santo. “Temos, de uma vez por todas. que resgatar, preservar e valorizar uma das páginas mais importantes da histórica capixaba”, disse.
De Vitória a Serra
Segundo Fábio Duarte, a insurreição é um marco na luta por liberdade e justiça social no estado e no Brasil. Conforme explicou, o roteiro pretende unir a capital à Serra, “integrando pontos de interesse histórico, cultural, religioso, turístico e gastronômico, reconhecendo a importância da insurreição de 1849, liderada por Chico Prego e João da Viúva.
“Esse levante não só marcou a história da Serra e do Espírito Santo, mas também contribui para o processo de abolição da escravatura do Brasil”, salientou. “É uma história que precisa ser recontada, relembrada e celebrada sempre”, complementou.
Conforme o texto, o circuito envolve pontos como a Praça Oito, em Vitória, onde os insurgentes foram condenados, passa pelo agroturismo de Pitanga, e pelo centro da Serra – onde estão a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, a estátua de Chico Prego, o Museu Histórico, e o Casarão dos Miguel. A rota segue até o sítio histórico e arqueológico de São José do Queimado, local do levante.
Memória
“Esse projeto é sobre memória e também sobre futuro. É sobre honrar aqueles que lutaram por liberdade e justiça e sobre construir um legado de desenvolvimento sustentável para as próximas gerações. É uma oportunidade única de valorizar a história da Serra, do Espírito Santo e do Brasil e de mostrar ao mundo a importância da liberdade e inclusão”.
A data histórica para o povo negro também foi lembrada pela deputada do Psol Camila Valadão. Ela avaliou que a memória é um marco que merece ser celebrado, mas também merece investimento público da prefeitura e do governo do Estado. “A gente está falando de uma das principais insurreições do nosso país e que infelizmente não recebe a devida valorização dentro do nosso estado”, considerou.
De acordo com a parlamentar, o Centro Cultural Elisiário Rangel – batizado com o nome de um dos líderes da revolta –, localizado em São Diogo, na Serra, inaugura neste 19 de março a primeira sala de cinema independente do município. “É a sociedade civil construindo espaços para promover a cultura e a valorização da nossa história no estado do Espírito Santo”, afirmou.
Telefonia móvel
O deputado Coronel Weliton (PRD) levou ao plenário reclamações recebidas de pessoas dependentes do sinal de telefonia móvel em regiões mais afastadas do estado, como as zonas rurais. De acordo com ele, o problema tem comprometido a oferta de serviços públicos, como aqueles prestados pela polícia e nas áreas da saúde e educação.
Conforme revelou, a ausência de internet móvel tem dificultado a atuação de policiais militares nas abordagens – quando precisam acessar informações no sistema para averiguar a situação de veículos e cidadãos. Além disso, alunos não têm acesso à rede mundial de computadores e o cenário compromete ainda a atuação dos agentes de saúde.
Ele pediu que o governo amplie as concessões das antenas. “Que nós façamos um grande esforço para que o governo do Estado do Espírito Santo, dentro das novas concessões, que cobre, ou altere ou faça inclusão para que essas concessionárias possam ampliar o espaço territorial, não de 80%, mas de 100%”, detalhou.
Fonte: POLÍTICA ES







































