Com a publicação da Lei 12.810/2026, o calendário oficial de eventos do Espírito Santo passa a ter o Dia Estadual da Trova, a ser celebrado no dia 4 de outubro. O objetivo é valorizar a trova, expressão poética tradicional composta por versos curtos e rimados, bastante presente na cultura popular brasileira. A legislação é fruto do Projeto de Lei (PL) 697/2025, de autoria do deputado Coronel Weliton (DC).
Para o parlamentar, a lei é um incentivo à realização de atividades culturais, concursos, encontros de trovadores, entre outras relacionadas ao tema. Ele destaca que o Espírito Santo se soma a outras iniciativas de valorização de manifestações tradicionais da poesia oral e escrita, fortalecendo o patrimônio cultural imaterial e incentivando a continuidade dessa forma de expressão entre novas gerações.
A proposta também reforça o reconhecimento de artistas e grupos dedicados à prática da trova, além de estimular a participação de escolas, instituições culturais e projetos sociais na promoção da literatura popular.
Trova no ES
Na justificativa do projeto de lei aprovado na Casa, o autor registrou um pouco da história da trova no Espírito Santo. Segundo essa referência, registros feitos desde 1951 por pesquisadores como Guilherme Santos Neves, Hermógenes Lima Fonseca, João Roberto Vasco Gonçalves e Clério José Borges de Sant’Anna documentam a presença da trova em diferentes manifestações culturais do estado.
Entre os nomes associados a essa tradição estão figuras populares como Mestre Pedro de Aurora, Antônio Ribeiro, Clarício Machado, Mestre José Pedro Lino, Rufino Manoel dos Santos e o seresteiro Lauro Santos, que contribuíram para a difusão dessa expressão em diferentes regiões capixabas.
“Além de seu valor artístico e literário, a celebração do Dia Estadual da Trova busca estimular o gosto pela leitura, a criatividade e o desenvolvimento intelectual, especialmente entre estudantes. Ao reconhecer oficialmente essa manifestação cultural, o Estado reforça o compromisso com a preservação da memória cultural, o fomento à educação literária e a valorização das identidades regionais e do patrimônio imaterial capixaba”, defende Coronel Weliton.
Fonte: POLÍTICA ES








































