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Iriny quer política pública a favor da memória da ditadura

Para Iriny, preservar a memória é importante para evitar a proliferação de discursos autoritários / Foto: Ellen Campanharo

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Com os objetivos de reconhecer, preservar e divulgar os fatos que ocorreram no Espírito Santo durante a repressão política promovida no país entre 1964 e 1985, a deputada Iriny Lopes (PT) encaminhou ao Legislativo capixaba a proposta de criação da Política Estadual pelo Direito à Memória e à Verdade (PEMV-ES).

Trata-se do Projeto de Lei (PL) 249/2025, que tem, entre outras medidas, a finalidade de “identificar, marcar e tornar públicos os locais onde ocorreram prisões, torturas, desaparecimentos forçados e outros atos de violência política”, conforme define o texto.

Educação e pequisa

O projeto também visa respeitar a memória das vítimas, como forma de reparação simbólica; promover a educação sobre os direitos humanos e a resistência democrática; e estimular pesquisas e atividades culturais que preservem a memória do período.

“É de extrema importância instituir a Política Estadual pelo Direito à Memória e à Verdade (PEMV-ES), com o objetivo de reconhecer e preservar a história das vítimas da repressão política no Espírito Santo e, ao mesmo tempo, promover a educação, o debate e a reflexão crítica sobre o período da Ditadura Civil-Militar”, argumenta a proponente na justificativa da matéria.

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“A necessidade de resgatar essa memória é fundamental para consolidar a democracia e garantir que os erros do passado não se repitam. O não reconhecimento das violações de direitos humanos e a falta de um compromisso público com a verdade histórica criam condições para a banalização da violência e para a proliferação de discursos autoritários”, complementa Iriny.

“Esses marcos não são apenas uma homenagem às vítimas, mas também uma forma de educação pública sobre os horrores do autoritarismo e a importância da democracia. Eles funcionam como lembretes permanentes de que a liberdade de expressão, os direitos humanos e as garantias democráticas são valores que devem ser protegidos a todo custo”, conclui a parlamentar.

A matéria será analisada pelas comissões de Justiça, Segurança, Direitos Humanos e Finanças. Acompanhe o andamento do PL 249/2025 na Ales.

Fonte: POLÍTICA ES

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