A transformação da Rede Abraço, como é conhecido o Programa Estadual de Ações Integradas Sobre Drogas (Pesd), em um programa de Estado, normatizado por um projeto de lei, foi um dos principais temas debatidos durante a reunião de instalação da Frente Parlamentar em Defesa das Comunidades Terapêuticas, realizada nesta terça-feira (17), na Assembleia Legislativa (Ales). A convite do presidente do colegiado, deputado Allan Ferreira (Pode), representantes de instituições e do Executivo debateram o assunto.
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O parlamentar ficou satisfeito com o debate promovido. “O debate foi muito importante para a gente poder saber também o que eles precisam, o que está certo, o que está errado, o que tem que acertar. Esse foi o objetivo principal, saindo dali com algumas demandas importantes, pontuais. Uma delas é tornar a Rede Abraço um plano de Estado, não de governo, para que possa perpetuar, independente de quem esteja à frente do governo”, avaliou Allan Ferreira.
“Esse já é um pedido antigo das comunidades terapêuticas. Sabemos da importância das comunidades terapêuticas, sabemos como elas são importantes na vida das famílias. Então, hoje foi o começo de um trabalho que eu tenho certeza que em breve estaremos colhendo os frutos”, acrescentou o deputado.
O presidente do Instituto Viva Mais (Cariacica), Kleber Serrano, também é um entusiasta do programa. “Eu sou fã do projeto, é referência nacional. A Rede Abraço é um programa fantástico, falo tanto como gestor, como usuário, como co-dependente. Então, o que eu penso é que esse programa tem que sair do programa político, do programa de governo e passar a ser um programa de Estado, virar lei”, opinou.
“Porque aí, independente do governo que entre, o programa permanece. Foi o que eu mencionei lá na fala. Por exemplo, se amanhã o governador Renato Casagrande sair, e é o que vai acontecer, a gente não sabe quem é o próximo governador, esse cidadão chega e extingue a Rede Abraço. O que é que nós vamos fazer com essas pessoas que estão em tratamento?”, questionou Kleber Serrano.
Representando a Federação Brasileira de Comunidades Terapêuticas (Febract), o pastor Luiz César ressaltou a importância da instalação da frente parlamentar para defender a categoria. “Era um sonho de todas as comunidades terapêuticas do Espírito Santo. Já tentamos algumas vezes e não conseguimos”, disse.
“A importância é porque nós precisamos dialogar com o Executivo sobre algumas demandas que as comunidades terapêuticas estão precisando resolver. E aí a Frente Parlamentar aqui na Assembleia, ela faz essa ponte acontecer entre o terceiro setor, junto com o Legislativo, para dialogar com o Executivo”, complementou Luiz César.
Governo
Falando em nome do governo, o gerente do Centro de Acolhimento e Atenção Integral sobre Drogas (Caad), Getúlio Souza, concorda com a criação do colegiado como uma forma de aproximar os atores envolvidos. “Eu acho sempre muito importante que a sociedade civil se aproxime dos entes organizados do Estado brasileiro, seja no Executivo, seja no Legislativo”, argumentou.
“O que a gente está vendo aqui é mais uma organização desse tipo que, por intermédio de um deputado, cria uma frente. O governo do Estado do Espírito Santo reafirma a sua parceria com todos aqueles que conduzem trabalhos, que têm como foco o bem-estar do cidadão capixaba. Então é nesse sentido, reforçando essa perspectiva que a gente está aqui enquanto secretaria de governo, enquanto subsecretaria de Política sobre Drogas, para afirmar quaisquer parcerias as quais apontem para o bem-estar do cidadão capixaba”, concluiu o gerente.
Fonte: POLÍTICA ES





































