O trabalho do Conselho Estadual de Turismo (Contures) e a importância do setor como espaço de diálogo e construção coletiva foram destaques da reunião ordinária da Comissão de Turismo, realizada na tarde desta terça-feira (2) na Assembleia Legislativa (Ales). A pauta foi conduzida pelo presidente do Contures, Valdeir Nunes.
Valdeir ressaltou que o Contures é um órgão colegiado da Secretaria de Estado de Turismo (Setur), de caráter consultivo e propositivo, que reúne 66 representantes de diferentes segmentos, entre poder público, entidades do sistema S, regiões turísticas e cadeias produtivas. “Quem não gosta de gente, não pode trabalhar com turismo”, afirmou.
Segundo ele, o conselho não executa projetos, mas fomenta debates e ideias estratégicas. “O Contures não faz projetos, faz ideias. Não tem dinheiro nem verba, mas tem voz”, destacou.
Entre as frentes em andamento, estão a atualização do regimento interno, a criação de comissões temáticas, parcerias com operadoras e agências nacionais e o fortalecimento do turismo de experiência e de eventos no Espírito Santo.
Planejamento
O presidente da Fundação ES Convention, Paulo Renato da Fonseca, reforçou a necessidade de planejamento estratégico diante da mudança tributária prevista para 2032. Ele alertou que a alteração na forma de arrecadação de tributos exigirá protagonismo dos municípios e que o turismo deve se consolidar como vetor de desenvolvimento econômico e social.
“Não podemos esperar 2032 para agir. Se não nos organizarmos agora, o Espírito Santo enfrentará dificuldades, enquanto estados do Sul, Sudeste e Nordeste já estão anos à frente em termos de turismo de negócios, de eventos e de experiência”, pontuou.
O secretário de Turismo da Câmara Empresarial, José Antônio Buffon, também participou do encontro. Ele chamou atenção para a complexidade do setor, que depende da integração entre diferentes atores – do transporte aéreo ao receptivo, da rede hoteleira aos restaurantes.
Buffon comparou a construção do turismo capixaba à lógica de divisões do futebol brasileiro, na qual destinos precisam de trabalho contínuo para subir de categoria e se manter competitivos. “É um processo que exige cooperação, persistência e visão de longo prazo. No turismo, ninguém vence sozinho, mas é possível perder sozinho”, afirmou.
O debate foi encerrado com a exibição de um vídeo promocional sobre o turismo capixaba, que reforçou a identidade do estado como destino plural. “O Espírito Santo é muito mais do que um lugar para se visitar. É onde a vida acontece em todos os sentidos”, destacou a peça.
Fonte: POLÍTICA ES








































