Expositores e visitantes da 2ª Feira Capixaba da Agroindústria participaram nesta sexta-feira (7) de uma palestra sobre registro de marcas com a consultora do Sebrae, Cecília Hasner. A palestrante falou sobre a importância da valorização da marca no fortalecimento de produtos e serviços e explicou como a entidade atua no auxílio às empresas.
“A marca é um bem, né? É o que representa a qualidade do seu produto ou serviço. Então, você registrar, você sabe que vai ter uma diferenciação no seu produto com relação a qualquer outro similar. Por exemplo, café arábica existem muitos, mas uma marca que está bem posicionada e que tem, pelo menos, a garantia de exclusividade no mercado é uma garantia para o próprio agricultor, porque ele não sabe o quanto ele vai crescer”, explicou.
“Se vai ser conhecido localmente, não importa onde, ele vai poder fazer o seu comércio, mas o registro ele é nacional, então ele tem a garantia da sua exclusividade e da sua representação, do que isso representa para o seu negócio. Esse é um valor intangível que a gente diz, é um valor do seu negócio que vai além do material, do seu produto mesmo”, complementou a especialista.
A consultora falou do apoio prestado pelo Sebrae para os empresários que desejam fazer o registro de sua marca. “A grande vantagem do Sebrae é que tem essa capilaridade em todas as regiões, está presente em quase todos os municípios do estado e basta você ir a uma agência local e dizer que tem a sua marca e que quer fazer um registro dela. (…) Uma vez feito isso, o consultor do Sebrae vai fazer toda a documentação necessária”, elucidou.
“A gente faz o acompanhamento de todo o processo até o final, até ele ter a garantia do registro, ou seja, zero dor de cabeça. O investimento dele é muito pequeno porque é subsidiado e só tem a taxa do próprio Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), onde se faz o registro da marca”, acrescentou Cecília Hasner.
A taxa cobrada pelo INPI tem o valor de R$ 440,00 e o registro vale por dez anos. “E tem uma vantagem, hoje em dia só tem uma taxa que se paga inicial, pode ser um pouco mais elevada que antes, mas não é necessário pagar por dez anos, porque a marca vale por esse período. Aí a cada dez anos é necessário fazer a renovação”, esclareceu a palestrante.
Novidade
Uma novidade é que o INPI, desde setembro, autorizou a fazer também o registro de slogans. “São aqueles elementos de propaganda que você, além da marca, quer justamente deixar uma mensagem para que grave, para que a pessoa diga esse produto tem um diferencial – ‘é a da Terra, é do Caparaó’ – e além da marca a gente ainda pode pensar em uma indicação geográfica, por exemplo, para reforçar muito mais o seu produto”, pontuou a especialista.
Cursos
Ainda na parte da manhã foi realizada uma palestra sobre “Frutas do Espírito Santo”, com o professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Moisés Zucoloto. Também foram ministrados dois minicursos, um sobre processamento do cacau e do chocolate, com a professora da Ufes, Patrícia Bernardes, e outro sobre tortas doces e salgadas com a instrutora do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-ES), Kelly Feitosa.
A secretária da Casa dos Municípios, Joelma Costalonga fez uma avaliação positiva da feira que chega nesta sexta-feira ao seu último dia. “Graças a Deus a feira está sendo um sucesso. Já passaram por aqui mais de 2 mil pessoas e hoje nós estamos esperando receber alguns alunos que estão vindo do interior para participar das oficinas. A venda foi boa, os produtores estão agradecidos pela oportunidade, então assim, o balanço está sendo muito positivo”, disse a gestora.
Fonte: POLÍTICA ES








































