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Dia do Meio Ambiente tem palestras e mudas

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“Da Floresta à restinga: a importância da preservação da Mata Atlântica”. Este foi o tema da palestra em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, promovida pela Comissão interestadual de estudos da Bacia do Rio Doce (Cipe-Rio Doce) na Assembleia Legislativa do Espírito Santo, nesta quarta-feira (5). A celebração da data também contou com distribuição de cerca de 300 mudas de espécies nativas da flora capixaba.

A data comemorativa trouxe um convite a todos: “Vamos cuidar da Mata Atlântica?”. A abordagem dos palestrantes para alunos da Escola Cevip, de Cariacica, enfatizou as mudanças climáticas, a preservação do meio ambiente, os crimes ambientais e o futuro de fauna e flora capixaba. A palestra foi comandada pela ambientalista e presidente do Instituto Reluz, Renata Bomfim, e pelo biólogo e voluntário do Instituto Últimos Refúgios, João Pedro Zanardo.

“Os nossos pés estão sobre a Mata Atlântica. A mata não está lá. A mata está aqui, pela cidade. O nosso compromisso hoje de restauração é o quê? Trazer essa floresta para mais perto de nós. O seu território, esse território é dela. As nossas cidades podem ser verdadeiros pomares, […] nós precisamos tornar a nossa cidade propícia, até porque isso faz diferença na temperatura”, alertou Renata.

Ainda segundo a ambientalista, a Mata Atlântica é um dos biomas mais ricos e diversos, porém, também carrega o titulo de o mais destruído. O Espírito Santo fica em uma área que era totalmente coberta pelo bioma, mas atualmente menos da metade dos municípios possui alguma coisa da vegetação nativa.

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João Pedro contou aos estudantes sobre o incêndio no Parque Estadual Paulo César Vinha, em 2022, onde 555 hectares de vegetação foram extintos pelo fogo. Desde então, conforme explicação do biólogo, a investigação aponta para um possível incêndio criminoso. A vegetação ainda está em processo de recuperação.

Protagonistas

Para além de ministrar uma aula, os especialistas sinalizaram a necessidade dos adolescentes se conscientizarem a respeito das problemáticas ambientais e se colocarem como protagonistas da causa sejam em casa, no bairro, na escola e até mesmo na Ales.

O técnico do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Luiz Bricalli, defendeu que diante das demandas ambientais urgentes não é mais possível que o jovem seja visto apenas como o futuro do país. “Os jovens precisam ser o presente e partirem para a ação”.

“Só fechar a torneira da nossa casa pra escovar o dente vai ajudar? Não. É importante, é importantíssimo, porque é no individual que a gente junta no coletivo, mas a gente precisa se reunir, por exemplo, se vir pra uma casa de leis desta e exigir que legislem em defesa da natureza e não contra a natureza, que os valores humanos, que os valores da vida, estejam acima dos valores mercadológicos, acima dos valores econômicos, então isso é a força de vocês que são jovens”, sugeriu Renata.

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A deputada Janete de Sá (PSB), presidente da Cipe, destacou que esse tipo de ação educativa, com estimulo ao plantio de árvores serve para mostrar a importância de cuidar, preservar e ter respeito ao meio ambiente. “Não há vida sem água, sem oxigênio, sem um meio ambiente que seja saudável. Se nós não preservarmos hoje, o futuro da humanidade e de todos os seres vivos que coabitam conosco esse meio ambiente, esse ecossistema, ele vai estar comprometido”, disse.

Lara Porto, estudante de 14 anos que acompanhou a palestra, achou interessante a maneira como foi conduzido o assunto: “Souberam trazer a palestra de uma forma bem didática, que não foi uma coisa chata, foi uma coisa que a gente conseguiu participar. E, essa plantinha que a gente vai receber, eu já tenho até onde eu vou plantar ela”, concluiu a estudante.

Fonte: POLÍTICA ES

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