Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Psicanalista alerta para a importância da saúde mental

Claudia solicitou aos deputados que proponham leis e fomentem debates sobre a saúde mental  / Foto: Luca S. Costa

publicidade

Os cuidados com a saúde mental foram abordados pela psicanalista clínica e terapeuta familiar Claudia Maria Bahiense Moreira, na Tribuna Popular desta quarta-feira (4). A especialista, convidada do deputado Delegado Danilo Bahiense (PL), afirmou que saúde mental é um princípio que norteia a vida de todas as pessoas.

“As emoções são o controle da nossa vida, nelas está estabelecido tudo aquilo com que as pessoas vão se comprometer, tudo que fazem, confiam, acreditam”, afirmou a oradora, lembrando da conexão profunda que existe entre as emoções e a saúde mental.

Para a oradora, dores da alma, como perdas, decepções, abandonos, fracassos, culpa e vergonha, podem afetar não só o bem-estar emocional, mas também comprometer a saúde mental e física.

No entanto, a terapeuta também lembrou que o sofrimento é parte essencial da vida do ser humano, mas é preciso lidar com essas dores e tratá-las para evitar o adoecimento mental. “O estresse, o sentimento de tristeza, de dor… tudo isso pode contribuir para o desenvolvimento de outros transtornos mentais. E depressão não é nenhum tipo de fraqueza; é preciso ser tratada”, alertou.

Leia Também:  Titular da Fazenda presta contas na segunda

A psicanalista destacou as emoções positivas que provocam bem-estar mental e emocional. Ela citou sentimentos como gratidão, amor, conexão com a família, integração com amigos, felicidade e resiliência. Na avaliação da profissional, é preciso olhar para a família porque ela é a “origem de tudo”.

Desmistificando a questão do adoecimento mental, a especialista lembrou que “o cérebro é um órgão como qualquer outro do corpo e precisa ser cuidado. No entanto, muitas vezes o que está acontecendo nele não aparece em uma máquina de exame, está no nosso inconsciente, e precisa ser cuidado”.

A oradora também falou sobre o isolamento social e o excesso de trabalho: “Muitas pessoas estão com depressão, mas estão produzindo e trabalhando muito, só que estão com seu cérebro adoecido. Pessoas perdem o senso de pertencimento, as conexões pessoais e acabam se transformando em viciados em trabalho que não usufruem daquilo que estão plantando no trabalho”.

Para a terapeuta, ações como cuidar da saúde física, alimentar-se bem, praticar atividade física, ter um sono de qualidade, abraçar mais, utilizar menos o celular, entre outras medidas simples, podem contribuir muito para a saúde mental e estimular os chamados hormônios da felicidade: endorfina, dopamina, serotonina e oxitocina.

Leia Também:  Assembleia aprova flexibilidade de recursos para conselhos de escolas

“Um dos nossos maiores problemas é o adoecimento mental. Mas o que começa errado pode ser consertado. Não é porque falhamos no início da nossa história que nós temos que continuar com os problemas. Nós devemos parar, olhar para nós mesmos e trabalhar as questões que aconteceram conosco, porque, quando você trabalha o seu passado, você vive o seu presente e sonha o seu futuro”, destacou.

Por fim, a terapeuta pediu que os deputados se dediquem à questão da saúde mental, desenvolvendo uma cultura de combate ao estresse, produzindo leis sobre o tema, promovendo debates e palestras, acompanhando os profissionais que trabalham na Casa.

Fonte: POLÍTICA ES

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade