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PEC dos Conselhos Tutelares recebe parecer favorável de comissão

Deputados se mostraram preocupados com impactos que medida pode gerar nas finanças dos municípios / Foto: Lucas S. Costa

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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3/2025, que obriga municípios a assegurarem orçamento para manter o funcionamento dos conselhos tutelares, recebeu parecer favorável de comissão especial na sessão ordinária híbrida desta quarta-feira (25). Parlamentares levantaram preocupação quanto aos impactos que a medida pode trazer às finanças municipais e, diante do impasse, ficou acordado que a votação em primeiro turno será realizada na próxima segunda (30).

Relator da proposta na comissão especial criada especificamente para analisar a PEC, o deputado Coronel Weliton (PRD) listou dificuldades enfrentadas pelos conselheiros, como o sucateamento da estrutura de trabalho. Segundo ele, a iniciativa visa reverter esse cenário visando à autonomia do órgão. “Os conselheiros são instalados em puxadinhos”, resumiu.

O parlamentar reforçou a prerrogativa da Assembleia Legislativa (Ales) em propor a PEC e explicou: “Não estamos falando aqui para os municípios assegurar milhões não, mas assegurar o mínimo de valor para dar dignidade”, defendeu. O militar foi apoiado pelo presidente da sessão, Delegado Danilo Bahiense (PL), que se referiu ao conselheiro como “filho feio do prefeito”, reforçando os obstáculos enfrentados por esses órgãos.

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Impactos

Os deputados Iriny Lopes (PT), Vandinho Leite (PSDB), que é líder do governo na Assembleia; e Mazinho dos Anjos (MDB), demonstraram resistência à proposta. Mazinho disse que muitas vezes cidades do interior enfrentam dificuldades para honrar os pagamentos e que a proposta é uma interferência da Ales na legislação orçamentária municipal. Vandinho Leite sublinhou que o modelo de arrecadação brasileiro é concentrado na União e nos Estados. “Os municípios passam uma dificuldade enorme, principalmente os pequenos, para manter suas contas em dia”.

Eles também questionaram o processo de votação da matéria, ou seja, o fato de ter sido montada uma comissão especial para emitir o parecer em vez de a proposta ser analisada pelos colegiados permanentes. Presidente da comissão especial que aprovou o texto, Alcântaro Filho (Republicanos) ponderou que “essa tônica” de votação “tem sido a dinâmica” utilizada para atender, sobretudo, matérias prioritárias na Ales, como as assinadas pelo Executivo.

Frente às divergências levantadas, o relator Coronel Weliton acabou cedendo ao apelo dos colegas e acatou a sugestão para que a Proposta de Emenda à Constituição seja analisada na próxima plenária, a ser realizada na segunda (30).

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PEC

Encabeçada pelo presidente da Ales, Marcelo Santos (União), e pelo deputado Coronel Weliton (PRD), a PEC 3/2025 conta com a assinatura de outros parlamentares.

De acordo com os artigos 261 e 262 do Regimento Interno da Ales, como se trata de uma PEC, o texto precisa ser aprovado em dois turnos, com intervalo de pelo menos duas sessões ordinárias entre eles. O quórum mínimo exigido é de 18 votos favoráveis em cada turno. Se aprovada, a emenda é promulgada pela Assembleia e passa a compor o texto constitucional.

Fonte: POLÍTICA ES

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