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Meneguelli quer clareza sobre gastos com publicidade institucional

Autor afirma que medida reforça o princípio da publicidade e amplia o controle social sobre gastos / Foto: Lucas S. Costa

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O deputado estadual Sergio Meneguelli apresentou na Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo (Ales) um projeto de lei (PL) que torna obrigatória a divulgação dos custos de produção e veiculação de peças de publicidade institucional custeadas com recursos públicos no Estado.

A proposta estabelece que todos os materiais publicitários produzidos pela administração pública estadual — direta ou indireta — deverão informar de forma clara e visível quanto foi gasto na produção e na divulgação da peça. O projeto se aplica a campanhas e conteúdos veiculados em diversos meios, como televisão, rádio, mídia impressa, outdoors, portais na internet e redes sociais.

De acordo com o texto, as peças publicitárias deverão apresentar três informações principais: o valor gasto na produção do material, o custo de sua veiculação e, quando fizer parte de uma campanha maior, o custo total da campanha.

Nos casos de conteúdos digitais ou audiovisuais, a proposta permite que os dados sejam acessados por meio de QR Code ou link direto para uma página com detalhamento dos valores.

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Transparência no uso de recursos públicos

O projeto também determina que o detalhamento completo das despesas seja disponibilizado em uma página específica do Portal da Transparência do Estado. Entre as informações exigidas estão o número do processo administrativo, identificação da empresa contratada, modalidade de contratação, período de veiculação e valores individualizados de produção e mídia.

Segundo o autor da proposta, a medida busca reforçar o princípio da publicidade e ampliar o controle social sobre os gastos públicos.

Na justificativa do projeto, Meneguelli afirma que a publicidade institucional é importante para divulgar ações de governo e campanhas educativas, mas destaca que os recursos utilizados precisam ser transparentes para a população.

“A medida contribui para prevenir excessos, incentivar o uso responsável do dinheiro público e aproximar o cidadão das decisões administrativas”, argumenta o deputado.

Penalidades e prazo de adaptação

O projeto prevê que o descumprimento das regras poderá gerar sanções administrativas previstas na legislação vigente, além da possibilidade de apuração de responsabilidade por improbidade administrativa.

As comissões de Justiça e de Finanças vão emitir parecer ao projeto. Caso seja aprovado e sancionado, o texto estabelece um prazo de 120 dias para que os órgãos públicos do Espírito Santo se adequem às novas regras.

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Fonte: POLÍTICA ES

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