A deputada Janete de Sá (PSB) saiu em defesa a trabalhadores da mineradora Vale que, de acordo com denúncia feita pela parlamentar, estão sendo ameaçados de perder o direito de transporte até o seu local de trabalho se não se mudarem para mais próximo da sede da empresa, instalada em Vitória, no Complexo de Tubarão. Em pronunciamento na sessão ordinária desta quarta-feira (24), a deputada disse que cerca de 300 trabalhadores residentes nos municípios de João Neiva, Ibiraçu, Fundão, Aracruz e Viana receberam o prazo até 31 de julho para se adequarem.
“A alegação esdrúxula é de que ela está tirando (o transporte) por uma questão de segurança, de que está pensando na segurança desses trabalhadores. E pra isso ela dá um salário e meio para esse trabalhador mudar da cidade dele para a Grande Vitória. Ela não tem a menor consideração com esses empregados de 5, 10, 15, até 20 anos de trabalho na empresa, que tem suas residências já sedimentadas nesses municípios, que têm filhos estudando nesses municípios em questão”, argumentou Janete.
“Com a finalidade até mesmo dessas pessoas desistirem desse emprego ela está tentando tomar essa atitude. Eu quero pedir o apoio dos deputados, vou conversar também com o governador Renato Casagrande (PSB), com os prefeitos desses municípios, para podermos interceder juntos ao departamento de relações trabalhistas da Vale”, afirmou.
“Vamos contar com a ajuda de todos para ver se a gente consegue demover a empresa dessa atitude covarde, cruel, que ela está cometendo com seus empregados, que deram a pele, deram o sangue, o suor, para poder fortalecer essa empresa que é uma das maiores mineradoras do mundo”, complementou.
A denúncia
De acordo com a denúncia feita pela deputada, os trabalhadores que não entrarem em acordo com a empresa perderão o direito de transporte e terão que se deslocar ao local de trabalho por conta própria. “A retirada desses ônibus dificulta o acesso desses empregados aos seus locais de trabalho e quem não quiser mudar para locais mais próximos da empresa terá de ir trabalhar de carro. Imagina o dispêndio financeiro você vir todo dia de carro de Ibiraçu, Fundão, João Neiva e demais municípios, para poder ter acesso ao seu local de trabalho”, avaliou Janete.
“São trabalhadores que em seus turnos entram 6 horas da manhã e trabalhadores que atuam na área administrativa e nas oficinas que entram às 7 horas. Eu quero clamar que essa nossa fala chegue até os ouvidos da Vale, porque é inadmissível. O Sindicato dos Ferroviários está tomando medidas, inclusive já pediu uma reunião com o departamento de relações trabalhistas da Vale para poder demover a empresa dessa atitude insana, covarde e cruel. Mas nós entendemos que precisa de uma ação ainda maior”, concluiu.
Fonte: POLÍTICA ES






































