O Comitê Técnico dos 190 anos da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) deu um passo importante na preservação e acesso a fatos importantes da história capixaba. Durante a primeira reunião do ano, realizada nesta quinta-feira (19), no Plenário Rui Barbosa, foram discutidos os avanços e desafios da digitalização do acervo histórico da Casa. O objetivo é garantir que documentos essenciais estejam acessíveis ao público, ampliando a transparência da instituição também em âmbito histórico.
Para o diretor de Relações Institucionais da Ales e coordenador-geral do Comitê Técnico, Giuliano Nader, além de preservar documentos históricos que remontam ao século XIX, o projeto reforça o compromisso da atual gestão da Assembleia com a inovação e a memória institucional.
A iniciativa busca preencher uma lacuna na organização arquivística da Assembleia. “A plataforma já está no ar, mas falta a digitalização e inserção dos documentos para tornar acessível ao público”, explicou Grimaldo Pereira da Cruz Junior, diretor de Tecnologia da Informação da Ales. Ele destacou que o projeto agrega valor tanto à Casa quanto à sociedade, democratizando o acesso à informação.
Para que as escrituras históricas possam ser disponibilizadas, o primeiro passo foi a listagem de todos os documentos físicos do acervo, para compreender o contexto de produção dos arquivos. “É um trabalho minucioso, que exige compreender as nuances de cada documento antes da digitalização e inserção na plataforma”, afirmou o arquivista Michael Caldeira.
O sistema utilizado será o AtoM, referência internacional na gestão de arquivos digitais. A plataforma possui código aberto, o que viabiliza o acervo on-line da Ales com custo zero. Para Grimaldo, além de democratizar, a maior vantagem do software é a economia.
Conforme o arquivista do comitê, o processo está na terceira etapa, a de organização física dos documentos, para posterior digitalização. Ao todo, para lançar o acervo digital, são necessárias cinco fases: listagem, quadro de arranjo, organização física, digitalização e alimentação da plataforma.
A professora Adriana Pereira Campos, coordenadora responsável pela equipe da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), ressaltou que a Assembleia já se destaca pela transparência, mas que o projeto amplia esse princípio ao passado. “Com o acervo on-line, qualquer cidadão poderá acessar nossa história e compreender melhor o desenvolvimento político e institucional do Espírito Santo”, afirmou.
Adriana ressaltou, ainda, o fato de boa parte da história do Legislativo capixaba ser desconhecida até pelos próprios historiadores e população de modo geral.
Fonte: POLÍTICA ES








































