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Comissão de Saúde ouve hospital sobre queimadura em bebê

Reunião da Comissão de Saúde ocorreu na manhã desta terça-feira / Foto: Heloísa Mendonça Ribeiro

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A Comissão de Saúde recebeu, nesta terça-feira (9), equipe da direção do Hospital Dr. Jayme Santos Neves, na Serra, para falar sobre o caso do bebê José, que ganhou repercussão nacional. O recém-nascido sofreu uma queimadura no pé enquanto estava internado na instituição, no dia 19 de agosto. O paciente precisou passar por uma cirurgia.

O diretor do hospital, Joubert Andrade da Silva, explicou o que aconteceu durante a internação. “O pezinho do paciente foi queimado por conta de um procedimento inadequado realizado pela técnica de enfermagem. Durante a avaliação, foi verificado que a temperatura do bebê estava baixa. A profissional fez o procedimento correto de levar o bebê para um berço aquecido. Até esse momento, o procedimento está dentro do protocolo previsto para essa situação”, afirmou.

Segundo o diretor, a partir desse momento houve um erro de procedimento pela profissional que atendia a criança. “A técnica de enfermagem usou um algodão, encostou na resistência com o objetivo de aquecer mais rápido e colocou no pé do bebê, o que provocou a queimadura. Não foi algo relacionado a um equipamento, mas sim a um procedimento inadequado. Esse procedimento não está previsto nos protocolos do hospital e nunca houve orientação nesse sentido”, esclareceu.

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O recém-nascido foi encaminhado para o Hospital Infantil, unidade de referência em queimaduras pediátricas para cirurgia e tratamento. Joubert disse que o Hospital Dr. Jayme continua acompanhando o caso. De acordo com ele, o paciente continua internado mas o quadro atual não é grave.

No momento do ocorrido, a maternidade estava com 60% da sua capacidade ocupada. “Não havia superlotação, não havia falta de profissional, nem falta de equipamento adequado. Nós entendemos que tudo o que o hospital poderia fazer, para que o fluxo fosse seguido corretamente, foi feito. Não foi uma falha de processo, foi uma falha de atendimento. Diante disso, nós optamos pelo desligamento da técnica de enfermagem”, acrescentou o diretor do hospital. A Polícia Civil também investiga o caso.

Responsável pela maternidade do Hospital Dr. Jayme Santos Neves, a enfermeira Alessandra Bernardino reforçou que o método utilizado no bebê não é uma prática prevista na formação dos profissionais da área da saúde. “Não existe esse procedimento na formação do profissional. E não existe esse procedimento no hospital. E toda vez que temos novos colaboradores, fazemos os treinamentos com as equipes”, explicou Alessandra.

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A agenda foi solicitada pelo deputado Fábio Duarte (Rede). “O caso é grave e o objetivo da reunião era justamente entender o que aconteceu e se os mecanismos de controle e segurança estão funcionando plenamente”, disse o parlamentar.

Para o presidente do colegiado, deputado Dr. Bruno Resende (União), o erro deve servir de aprendizado para toda a instituição. “Essa ocorrência mostra que, mesmo com todos os protocolos de segurança, nós estamos sujeitos a erros. E quando estamos falando da saúde e da vida das pessoas, o erro é muito grave. O momento é de dar apoio à família e de rever os protocolos de segurança e de treinamento dos profissionais”, opinou.

Fonte: POLÍTICA ES

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