Nesta terça-feira (24), os deputados da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa (Ales) discursaram sobre o Dia Internacional da Água, celebrado no último domingo (22). O assunto foi levantado pela deputada Iriny Lopes (PT), que destacou a crise hídrica e os impactos persistentes do desastre ambiental do Rio Doce, ocorrido há mais de 10 anos.
Para a parlamentar, o cenário atual é preocupante. “Não há nada a comemorar no quesito ‘águas’, pelo menos aqui no estado”, apontou Iriny.
A deputada destacou várias questões, entre elas, a necessidade de revisão da quantidade de água destinada à indústria, enquanto os moradores de regiões periféricas estariam sofrendo com a falta desse recurso.
Outro problema apontado refere-se aos impactos da extração de rochas, principalmente na região noroeste. Segundo ela, as partículas finas geradas pelo processo acabam se espalhando e prejudicando rios e nascentes.
Rio Doce
Especificamente sobre o Rio Doce, Iriny Lopes ressaltou que, após mais de uma década desde o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), ainda há lacunas importantes no processo de recuperação ambiental.
Segundo ela, embora exista um pacto firmado entre os governos federal, de Minas Gerais, Espírito Santo e as empresas envolvidas – com bilhões de reais previstos para ações de reparação e desenvolvimento – não há uma política específica voltada exclusivamente para a recuperação do rio.
“O Rio Doce é fundamental para todo o ecossistema. Precisaria de mais investimento, mais cuidado e uma participação mais efetiva dos entes envolvidos”, afirmou.
Como encaminhamento, a Comissão de Meio Ambiente se dispôs a realizar, ao longo do ano, uma série de debates sobre os recursos hídricos, com temas que abrangem a Bacia do Rio Doce, a qualidade da água e o saneamento básico.
A deputada também propôs estudar alternativas sustentáveis, como as dos “plantadores de água” da região do Caparaó. As sugestões foram acatadas pelo presidente do colegiado, deputado Gandini (Podemos).
Redução de membros
A comissão também decidiu encaminhar um pedido formal ao presidente da Assembleia Legilaslativa, deputado Marcelo Santos (União), para a redução dos membros permanentes do grupo. Atualmente, o colegiado é composto por cinco deputados titulares, mas, segundo o presidente Gandini, as reuniões não conseguem obter o quórum de três deputados, que é o mínimo necessário para votar as proposições que aguardam o posicionamento da comissão.
Gandini criticou a baixa participação dos deputados nos encontros. “Estamos tendo debates importantes, mas não conseguimos fazer o básico, que é deliberar”, afirmou. Iriny Lopes declarou apoio à proposta de redução dos componentes.
Atualmente, são membros do colegiado: Gandini (Podemos – presidente); Camila Valadão (Psol – vice-presidente); Callegari (DC), Iriny Lopes (PT) e Janete de Sá (PSB), efetivos; Dr. Bruno Resende (União), Sérgio Meneguelli (Republicanos), Lucas Polese (PL), Coronel Weliton (PRD) e Dary Pagung (PSB), como suplentes.
Fonte: POLÍTICA ES




































