O município de Aracruz recebeu oficialmente o título de “Berço da Imigração Italiana no Espírito Santo” com a publicação da 12.484/2025, no Diário do Poder Legislativo (DPL) de segunda-feira (21). Ela é originada do Projeto de Lei (PL) 645/2024, de autoria do deputado Alcântaro Filho (Republicanos).
A norma foi incluída no Anexo I da Lei 10.974/2019, que reúne as concessões de títulos em homenagem a municípios do estado. A proposta de Alcântaro Filho foi aprovada na sessão ordinária dia 23 de junho após ser analisada em urgência pelas comissões reunidas de Justiça, Cultura, Turismo e Finanças.
A matéria foi encaminhada ao Executivo para análise.Como não houve posicionamento do governador Renato Casagrande (PSB) no prazo constitucional de 15 dias, a matéria foi promulgada pelo presidente do Legislativo, Marcelo Santos (União), conforme estabelece o artigo 66 da Carta estadual.
História da imigração em Aracruz
Segundo o autor do projeto, a homenagem foi motivada pela “Expedição Tabacchi”, de 1874, considerada como o marco inicial da imigração de italianos em massa para o Brasil. “Em 1874, 388 italianos, principalmente de Trento, embarcaram no navioa vela La Sofia, no Porto de Gênova, Itália, e chegaram à capital do Espírito Santo, Vitória, em 17 de fevereiro, com destino final em Santa Cruz (atualmente Aracruz)”, registrou o autor na justificativa do projeto protocolado na Ales.
De acordo com os registros, os imigrantes buscavam melhores condições de vida por causa da crise econômica em seu país. Eles foram assentados na Fazenda Morro das Palmas, em Santa Cruz, onde trabalharam na produção de café, aplicando seus conhecimentos agrícolas e técnicas no cultivo do grão.
Conforme Alcântaro Filho, os imigrantes italianos moldaram e enriqueceram a identidade local. “A presença italiana em Aracruz deixou um legado duradouro, que é celebrado até hoje com museus, exposições e festivais que homenageiam essa rica herança cultural. Um exemplo disso é o Museu Italiano de Guaraná, que preserva a história e as tradições dos imigrantes italianos. (…) Essa forte influência cultural é evidente na gastronomia, nas festas populares e na música da região”.
Fonte: POLÍTICA ES








































