Qual é o papel dos deputados estaduais? Para responder a essa e outras dúvidas, a Assembleia Legislativa (Ales) realiza o projeto Escolas na Ales. Diariamente a iniciativa recebe estudantes no Palácio Domingos Martins para que possam conhecer a importância desse Poder junto à sociedade. Nesta quinta-feira (16) de manhã, foi a vez da Escola Estadual Almirante Barroso, de Goiabeira, Vitória.
Sob a supervisão do professor de História Eduardo Gomes, 21 alunos do 3º ano do ensino médio percorreram as dependências da Assembleia Legislativa (Ales). Ainda no térreo aprenderam sobre a história do herói e patrono da Casa. Logo após se deslocaram até o Espaço Assembleia Cidadã.
A condução da visita foi feita pelo monitor da Escola do Legislativo Matheus Rezende, que também os levou para conhecer a Biblioteca. Lá os jovens tiveram contato com livros de pensadores que formaram o arcabouço do republicanismo, da separação de poderes e da democracia. Em seguida se dirigiram para o Arquivo Geral, que abriga documentos históricos do século 19.
Uma das funções mais lembradas pelos estudantes, a produção de leis por parte da Ales foi vivenciada na prática, no Plenário Dirceu Cardoso, centro das decisões políticas no Espírito Santo. Lá eles aprenderam o sobre processo legislativo e foram convidados a elaborarem um projeto de lei, com direito a manifestações pró e contra.
Os estudantes Adrian Rodolfo e Maria Vitória Nunes dos Santos, ambos de 17 anos, consideraram positiva a iniciativa de conhecer de perto o Legislativo estadual e colocar em prática o conhecimento. Eles estavam entre os “deputados” que votaram por rejeitar a flexibilização do horário escolar proposto pela “Mesa Diretora” eleita na simulação.
“A escola deveria disponibilizar mais vezes essa saída dos alunos para conhecer novos lugares no Espírito Santo porque muitas das vezes a gente vive num estado, mas não conhece exatamente cada lugar importante da nossa vida”, disse Maria Vitória.
O professor Eduardo Gomes defendeu a participação dos alunos na política acima da lógica partidária. “Ele sai da sala de aula, onde muitas vezes ele está cerceado pela visão política do próprio ambiente ou do próprio educador e passa a ter contato com diferentes matrizes, diferentes campos, principalmente numa democracia polifônica, isto é, com várias opiniões diversas”, destacou.
Fonte: POLÍTICA ES





































