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Conscientização de tutor é arma contra ataque de cães

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A conscientização dos tutores é a principal forma de evitar ataques de cães, segundo a médica-veterinária Letícia Barcellos da Costa. Profissional com 13 anos de experiência e especialista em Psiquiatria Veterinária, a convidada participou da reunião da Comissão de Proteção e Bem-Estar dos Animais na noite de segunda-feira (11). 

Fotos da reunião

O colegiado levantou o tema devido aos casos ocorridos nesses primeiros meses do ano na Grande Vitória, sendo quatro em Vila Velha e um na Serra, segundo a deputada Janete de Sá (PSB), que preside a comissão. Para a parlamentar, os tutores precisam ter mais atenção, já que muitos cachorros fazem ataques por instinto ou por demarcação de território. Ela também lembrou que é preciso utilizar a guia, a coleira e a focinheira. 

Letícia Barcellos reforçou a necessidade de utilização dos equipamentos de segurança, já que qualquer animal pode promover um ataque, independentemente de sua raça ou tamanho, mas ressaltou que algumas raças foram selecionadas geneticamente para gerar animais com mais força e agilidade. 

A genética e a história pregressa – vida intrauterina, socialização, traumas – contribuem para a ocorrência de casos de ataques, de acordo com a profissional. Por exemplo, uma fêmea que passou estresse na gestação normalmente gera filhotes estressados. Ou um animal que apanha de um homem pode achar que todo homem é uma ameaça. 

De todo modo, qualquer animal que se sentir em situação de perigo, medo, dor ou desconforto pode ocasionar um ataque. “Se o cachorro tem dente, morde”, afirmou a veterinária. Os animais maiores são os que mais precisam usar focinheiras, por exemplo, pois têm um potencial maior de destruição. 

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Leitura corporal 

Uma forma de prevenir um ataque é prestar atenção a alguns sinais que o animal dá antes de culminar em uma mordida. Segundo a profissional, “os cães não atacam do nada”; o ataque é a última etapa de uma série de manifestações. Na “escada” da agressividade canina estão, na seguinte ordem, lamber o focinho, bocejar, enrijecer o corpo, virar o corpo, latir, rosnar, avançar, abocanhar e morder. 

Responsabilidade 

Outro fator ressaltado por Letícia Barcellos é que, hoje, muitos tutores tratam os animais como se fossem crianças, mas não se pode esquecer que são animais e que têm instintos. “As pessoas estão tratando cachorros como filhos, mas esquecem que são cachorros. Cão é cão, não é uma criança. Caçar, farejar e se reproduzir são comportamentos naturais”, explicou. Como exemplo, ela citou um macho que ataca outro macho ao sentir o cheiro de uma cadela no cio. “É um comportamento natural”, pontuou. 

Ela também lembrou que é preciso respeitar o espaço das outras pessoas, pois muitas não têm afinidade com os animais. “A gente vive em sociedade. Tem pessoas que têm medo de cachorro”.

Para prevenir um ataque, segundo ela, é preciso utilizar devidamente os equipamentos de segurança, conhecer o animal e respeitar seus limites, respeitar o espaço do outro e evitar fugas. A pessoa que sofre um ataque deve procurar não fazer movimentos bruscos e se abrigar. Os tutores devem separar o cão que está causando conflito. 

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Perguntas 

Após a exposição da palestrante, a deputada Janete de Sá fez uma série de perguntas sobre o comportamento animal. Entre as questões,  o ataque a crianças e a pessoas negras. Sobre as crianças, a médica-veterinária explicou que elas costumam invadir o espaço dos animais, além de fazerem movimentos bruscos, o que pode causar desconforto. 

Sobre os ataques a pessoas negras, a profissional explicou que, normalmente, é porque o animal não está familiarizado com pessoas negras, o que causa estranhamento. Assim como um animal acostumado apenas com pessoas negras pode estranhar e atacar uma pessoa branca. 

O supervisor da comissão, Marcelo Carvalho, perguntou a opinião dela sobre as praças para a convivência e lazer dos cachorros. A profissional disse que não costuma recomendar, pois o correto seria a utilização apenas por cães socializados e treinados para o convívio com outros animais. 

Outros servidores da comissão e representantes de prefeituras da Grande Vitória também apresentaram perguntas à especialista.

Projeto 

Ao final da reunião, a deputada Janete de Sá revelou que está elaborando um projeto de lei que trata das responsabilidades dos tutores na prevenção dos ataques e da obrigação da utilização de itens de segurança. Ela solicitou o auxílio para a revisão do projeto à médica-veterinária, que aceitou contribuir para o aprimoramento da proposição. 

Fonte: POLÍTICA ES

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